O líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) é réu em processo que tramita na 3ª Zona Eleitoral de Curitiba, após denúncia de que teria cobrado propina para viabilizar a compra pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) de duas usinas eólicas pertencentes à Galvão Engenharia na época em que foi secretário estadual de Indústria e Comércio, entre 2011 e 2014. As usinas estão localizadas no Rio Grande do Norte.

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As investigações são um desdobramento da Operação Lava Jato e iniciaram após delação premiada de Dario Queiroz Galvão Filho, ex-presidente da Galvão participações, que declarou ter repassado R$ 5 milhões a Barros para que ele o ajudasse no negócio. Segundo o delator, R$ 1,55 milhão teriam sido entregues em espécie e R$ 3,53 milhões em doações eleitorais ao diretório nacional do PP.

O caso estava sendo investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que, em setembro do ano passado, chegou a cumprir mandados de busca e apreensão em escritórios de Barros, tudo sob a jurisdição da 12ª Vara Criminal de Curitiba. Em fevereiro deste ano, no entanto, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná suspendeu as investigações na esfera da Justiça Estadual, determinando a remessa do caso para a Justiça Eleitoral, atendendo a pedido da defesa de Barros.

Em nota, Ricardo Barros negou o crime e acusou o Ministério Público de perseguição.

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