O líder da bancada do PT na Câmara, José Guimarães (CE), divulgou nesta segunda-feira, 18, uma nota na qual manifesta “perplexidade” e “profunda contrariedade” com o que chamou de “ilegalidades” cometidas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao expedir mandados de prisão para os condenados do mensalão. “Não se pode atropelar a lei para dar demonstrações de vaidade e buscar os holofotes da mídia, como tem feito o presidente da Suprema Corte”, escreveu Guimarães, que é irmão do deputado licenciado José Genoino, condenado pelo Supremo ao regime semiaberto.

Guimarães disse que, ao não especificar o regime de cumprimento das penas, Barbosa desrespeitou direitos e pôs em risco a vida de Genoino, que recentemente foi submetido a cirurgia para corrigir uma dissecção da aorta. “Inadmissível também, no dia da Proclamação da República, a transferência de Dirceu e Genoino para Brasília, com o claro objetivo de espetacularização midiática”, insistiu Guimarães.

No texto, o líder do PT observou que o financiamento privado de campanhas está na “gênese” desta crise por privilegiar o “marketing político pessoal” em detrimento de programas e partidos. “Para romper com essa lógica é que o PT tem estado à frente da luta pela reforma política”, argumentou o deputado.