Gustavo (à esq.) e Greca: à frente
do movimento.

Centenas de lideranças e militantes peemedebistas lotaram ontem os salões do Hotel Elo, no centro de Curitiba, no ato de lançamento do movimento “Viva Curitiba -PMDB tem Prefeito”. Até o vice-governador Orlando Pessuti, defensor de candidaturas próprias do partido em todos os municípios, prestigiou o encontro, além de seis secretários de Estado, deputados federais, estaduais, prefeitos da Região Metropolitana, vereadores e pré-candidatos às eleições de outubro. A festa também marcou o lançamento do manifesto pró-candidatura própria na capital. Só ontem 200 pessoas assinaram o documento.

Pessuti, o último a discursar, apontou entre outras razões que tornam injustificável a coligação no primeiro turno em Curitiba a importância da eleição na capital para os municípios da região metropolitana: “A não-presença do 15 na campanha em Curitiba prejudicará, sem sombra de dúvidas, as campanhas nos municípios metropolitanos”, disse. Ele disse estar certo de que o PMDB terá candidato próprio em Curitiba e conclamou o partido a iniciar a elaboração de um programa de governo para a capital.

“Queremos que a cidade de Curitiba tenha o direito de optar, que tenha pluralidade de escolha. No segundo turno, poderemos discutir uma aliança, se for isso que a população indicar”, defendeu o deputado Gustavo Fruet. Para ele, o PMDB não pode permitir que prosperem “tentativas de golpe e atos de cartolagem” no partido e lembrou a luta do governador Roberto Requião para tentar se impor como candidato do PMDB à presidência da República, nas últimas eleições. “A preponderância dos que defendem a candidatura própria ficou clara na convenção nacional do PMDB, a ponto de o presidente Michel Temer anunciar que o partido dá sustentação ao governo federal, mas não irá a reboque nas eleições”, defendeu Fruet.

Cisão

Para o presidente do diretório estadual, deputado Dobrandino Gustavo da Silva, fazer a aliança com o PT já no primeiro turno (ainda mais cedendo a cabeça de chapa), não é bom para nenhuma das duas siglas: “Isso vai provocar um racha nos dois partidos, também porque vai limitar a eleição dos vereadores das duas legendas. Mas, existem pessoas com pensamentos, eu diria, malucos, que querem fazer com que o nosso partido seja desmoralizado no Brasil. No entanto, essa reunião de hoje (ontem) mostra que essa posição de um pequeno grupo, dentro do PMDB de Curitiba, será impossível de ser sustentada por muito tempo”. O deputado lamentou que os peemedebistas tenham que “pedir de joelhos” para que o diretório municipal permita o lançamento de candidatura própria.”

“Vamos pintar o 15 (n.º do PMDB) nas esquinas, nas ruas, nos corações e nas mentes dos cidadãos curitibanos”, conclamou o deputado estadual Rafael Greca, pré-candidato, ao lado do deputado federal Gustavo Fruet, a prefeito de Curitiba: “O partido não precisa de um “cavalo de Tróia”, dentro do qual, depois sairão adversários nas próximas eleições. O adversário não dorme. O bom governo a favor do povo assusta os prepotentes e os poderosos. As máquinas turbinadas, do transporte coletivo e do egoísmo, já fabricam seus candidatos. Há que defender Curitiba. Vamos recuperar o tempo perdido”, pregou.

Discursaram ainda o secretário de Relações com a Comunidade, Milton Buabssi, o deputado José Maria Ferreira, Edson Strapasson, secretário especial de Assuntos da Região Metropolitana, a prefeita de Campo Largo, Beti Pavin, a deputada Elza Correia – escolhida anteontem candidata do PMDB à Prefeitura de Londrina – e o vereador Paulo Salamuni.

Elza Correia disputará eleição

A reunião da coordenação microrregional do PMDB em Londrina, no último sábado, decidiu confirmar a pré-candidatura da deputada Elza Correia à sucessão do prefeito Nedson Micheletti (PT). Para isso, o secretário estadual de Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, ex-prefeito daquela cidade, desistiu da disputa em favor da correligionária.

Participaram do encontro, que foi prestigiado pelo vice-governador Orlando Pessuti, defensor do lançamento de candidaturas próprias do partido em todos os municípios paranaenses, representantes das vinte cidades que integram aquela microrregião. A deputada comemorou o fato como uma vitória da unidade peemedebista e disse que agora vai buscar um amplo debate com todos os segmentos organizados da comunidade em torno de um plano de governo para Londrina: “O PMDB tem metas e programa, mas o plano de governo tem que resultar da participação da coletividade”. Elza fez 35 mil votos na cidade na última eleição, e lá concentra boa parte de seu trabalho. Defensora entusiasta da candidatura própria, ela acha que a disputa legitima o partido: “Temos o governo do Estado, uma forte bancada estadual, uma forte bancada federal, prefeituras e um grande número de vereadores. Não haveria justificativa para deixarmos de apresentar candidatos se temos quadros para isso”, sublinhou. (SCP)