Líderes partidários no Congresso ficaram apreensivos com as cassações de mandatos de governadores e prefeitos e temem que a prática acabe se transformando em uma espécie de “terceiro turno” das eleições. Parlamentares da base aliada do governo Lula e de oposição argumentam que hoje, diante dos processos, governadores e prefeitos eleitos não têm segurança jurídica no início dos governos.

“Enquanto não mudar o atual sistema que está aí, não se fizer uma reforma política, mudar a cultura, eles vão viver sempre no cargo como se fossem interinos, até que a Justiça Eleitoral julgue os processos”, disse o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), que foi relator da proposta de reforma política derrubada há dois anos na Câmara.

Para o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), está ocorrendo “uma certa judicialização” a ponto de a Justiça Eleitoral, em menos de um mês, determinar a cassação do mandato dos governadores da Paraíba, o tucano Cássio Cunha Lima, e do Maranhão, Jackson Lago (PDT).