O prefeito de Caratinga (MG), a secretária de Fazenda da cidade e mais quatro vereadores deverão ser afastados dos cargos por improbidade administrativa e corrupção, conforme determinação judicial da 2ª Vara Cível do município, deferida hoje.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, os vereadores Emerson da Silva Matos (PV), Ricardo Heleno Gusmão (PSC), Altair Soares da Silveira (PSDB) e Ronilson Marcilio Alves (PTB) estariam recebendo dinheiro para garantir apoio aos projetos de interesse da administração municipal ou impedir que processos contra o prefeito João Bosco Pessine Gonçalves (PT) e sua gestão fossem levados adiante.

Nos argumentos, o juiz da Alexandre Ferreira afirma que há elementos suficientes na denúncia de “práticas incompatíveis com os seus respectivos deveres funcionais para a satisfação de interesses escusos” e que o afastamento pretendem garantir a “ordem pública e o erário municipal”. Dentre as provas apresentadas pelo MP à Justiça estão gravações que mostram os vereadores recebendo propina para garantir os interesses do prefeito de Caratinga.

O juiz determinou ainda que os bens dos envolvidos na denúncia sejam bloqueados, inclusive os do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Edson Soares de Oliveira, e do ex-chefe de gabinete, Edwy Gonçalves de Oliveira Júnior. Ambos seriam responsáveis por fazer os repasses aos vereadores.