O deputado federal Rodrigo Rocha Loures disse que não fez campanha para vice, sendo, até surpreendido com a indicação de seu nome pelo governador Orlando Pessuti.

“Mas minha juventude, minha ficha limpa, meu bom trânsito no PMDB nacional e minha atuação na Câmara me elevaram a essa condição, já que fui prontamente aceito pelo PDT e pelo PT”, disse.

Loures afirmou que poderá contribuir para Osmar Dias equilibrar a disputa com Beto Richa na Região Metropolitana de Curitiba. “Vou pedir para ele (Osmar) para eu atuar mais nessa que é a minha região, onde fui o deputado do PMDB mais votado, de onde conheço as pessoas e os problemas, onde mais posso contribuir”.

Requião falou pouco durante a coletiva, disse que o evento não era dos candidatos ao Senado, e sim do cabeça da chapa, Osmar, mas comentou que o processo desgastante e com superação de várias diferenças foi “fundamental para a unidade necessária para evitar o retrocesso no Paraná, principalmente como comparamos os avanços do governo atual com o anterior”. Requião terminou sua breve fala dizendo ter uma premonição: “que em 15 dias as pesquisas já nos darão a dianteira”.

A candidata petista ao Senado, Gleisi Hoffmann, admitiu que o PT teve que “ir para o sacrifício” para conseguir viabilizar a aliança. Ela referiu-se à coligação com o PMDB nas proporcionais que poderá significar uma redução importante no tamanho das bancadas petistas.

“Sabemos do risco de perdermos deputados, vamos trabalhar uma estratégia bastante unificada para as candidaturas que sobraram, mas foi o preço para conseguir essa forte coligação. Eleger deputados é fundamental, mas a prioridade é eleger nossa presidenta”, disse Gleisi, que também não vê facilidade para sua campanha ao Senado. “Vai ser uma disputa muito boa, com nomes bastante competitivos, o que favorece a democracia”.