O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguirá para São Paulo em avião do governo do Paraná para acompanhar o velório do neto que faleceu nesta sexta-feira (1º). A aeronave foi liberada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, atendendo pedido da superintendência da Polícia Federal no Paraná. O apoio para o deslocamento permitirá que o ex-presidente participe do velório de Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu aos 7 anos, em Santo André, vítima de meningite.

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Detalhes da operação que envolve os governos Federal, do Paraná e São Paulo, além da PF, serão mantidos em sigilo por questões de segurança. No entanto, é esperado que Lula parta para o estado vizinho na manhã deste sábado (2), sem hora revelada, e tenha um grande contingente em sua escolta.

A juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena do ex-presidente, emitiu a decisão de liberar o ex-presidente por volta das 19h40. Os próprios advogados do petista afirmaram que esperavam a liberação ser concedida. Por solicitação da defesa de Lula, o pedido de liberdade provisória está sendo mantido em sigilo.

A força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato também se manifestou de forma favorável à ida do ex-presidente Lula ao enterro do menino.

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Enredo

Segundo matéria do Estado de S. Paulo, a constitucionalista Vera Chemim, consultora do NWADV, explica que a Lei de Execução Penal dá ao preso o direito de sair no caso da morte de esposa, pais e filhos. No entanto, segundo ela, a lei pode ser interpretada em sentido amplo.

O velório e o enterro estão previstos para acontecer neste sábado (2), em São Bernardo do Campo. Arthur esteve duas vezes em Curitiba para visitar Lula, desde que o ex-presidente foi preso, em abril do ano passado. Os pais dele são Marlene Araujo Lula da Silva e Sandro Luís Lula da Silva, filho de Lula com a ex-primeira-dama Marisa Letícia.

Lula está preso em Curitiba desde abril do ano passado. Ele está cumprindo a pena de 12 anos e um mês de prisão estipulada em segunda instância no caso do tríplex no Guarujá.

Temor da PF

Na avaliação de agentes federais, a segurança de Lula só será garantida, agora, se a homenagem ao neto por parte do ex-presidente ocorrer em um lugar fechado. Eles consideram um risco o ex-presidente ir ao cemitério ou outro local de acesso ao público – especialmente de militantes do PT e partidos adversários.

Segundo a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, as autoridades discutiram a melhor forma de transporte e segurança, entre outras questões logísticas, para que sua liberação fosse concedida. “Tem conversação entre a polícia e o judiciário, a discussão da melhor forma e dos meios para garantir a segurança. A liberação depende dessas questões”, afirmou ao fim da tarde de sexta.

Lula vai apresentar pedido de saída da prisão pra acompanhar velório de neto de 7 anos