O presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou, neste sábado (13), comentar as notícias de que além da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), também o Centro de Inteligência do Exército, tenha ajudado o delegado federal Protógenes Queiroz na Operação Satiagraha, que investigava supostos crimes do banqueiro e sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas. “Tudo o que vier de informação, sem confirmação, me desculpem, eu, no papel de presidente não posso comentar”, afirmou o presidente. “Disseram isso (que o Exército participou da Satiagraha,) e o Comandante do Exército desmentiu. Eu prefiro acreditar no comandante do Exército.

Lula queixou-se ainda com a quantidade de tempo que está sendo gasto pelo governo na apuração das investigações sobre a existência de um grampo que flagrou a conversa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres (DEM-TO) e voltou a pedir ao jornalista que revele a fonte que informou quem fez o grampo. “Essa história de grampo seria tão fácil de resolver se vocês, ao invés de perguntar pra mim, fossem perguntar para quem fez a matéria da revista que publicou”, repetiu Lula.

“O cidadão que escreveu a matéria disse que uma fonte disse para ele. Ele sabe quem é. Eu, a única coisa que posso fazer, é investigar. Se ele contasse para vocês o nome da pessoa que fez o grampo, seria mais fácil”, desabafou ele, acrescentando que “em nome de uma suposta fonte, o governo está tendo um trabalhão imenso pra fazer uma investigação”.

Em seguida, ironizou: “No dia que a gente tiver uma solução, a gente conta. Mas, vocês poderiam, com a mesma vontade que têm de perguntar para mim, perguntar para o jornalista que escreveu a matéria quem é a fonte que diz que fez o grampo e aí estaria tudo resolvido.