O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira, 11, que para acabar com a fome no País “foi preciso transformar o problema em questão política” e não em social, quando assumiu a Presidência da República. “Ninguém tem orgulho de dizer que passou fome. Por isso, conseguimos a proeza, para incômodo de alguns, de fazer as pessoas se preocuparem com esse problema social”, disse ele no seminário “Um Mundo sem Fome”, em São Paulo.

Lula ironizou as críticas à política de valorização do salário mínimo. “Ainda tem gente reclamando que o trabalhador brasileiro está ganhando muito. Muita gente me procura dizendo que isso virou um custo Brasil”. O ex-presidente disse que o País “mudou e mudou muito” e afirmou, ainda, sem citar nomes ou empresas que “lamentavelmente tem gente que demora para pedir desculpas”.

O ex-presidente ponderou que o Brasil, apesar de ser País pobre, pode ser doador e ser transferente de tecnologia, principalmente a agrícola. “Levamos a Embrapa à África. A savana africana tem características do Cerrado Brasileiro e, por isso, podemos ajudar”, disse

Lula disse ainda não aceitar mais o discurso da agricultura da subsistência e que o agricultor, mesmo pequeno, precisa de escala. O ex-presidente retomou ainda o discurso de que o sistema financeiro consumiu R$ 9,5 trilhões após crise de 2008, dinheiro que poderia ir para a África.