Chuniti Kawamura / GPP
Chuniti Kawamura / GPP

Paulo Bernardo: "Não fomos nós
que inventamos a reeleição.
Nós até votamos contra".

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que, independente de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concorrer ou não à reeleição, o seu governo tem conquistas suficientes para fazer uma campanha presidencial "sólida e boa" em 2006.

"O presidente ainda não decidiu se vai ser candidato, mas ele tem o direito. Não fomos nós que inventamos a reeleição. Nós até votamos contra. Mas já que ela existe, é um direito dele disputar. Mas não há motivo para precipitação. O fato é que se não for ele o candidato, quem quer que seja vai defender as conquistas deste governo", afirmou. Bernardo destacou que o cidadão que vai ao supermercado sabe como julgar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio ao bombardeio contra o seu governo, comandado pelos partidos de oposição. "Quem vai ao supermercado e vê o preço dos alimentos identifica a mudança promovida por este governo. Mesmo com crise, as pessoas vêem", disse o ministro, que vem a Curitiba na próxima segunda-feira, dia 12, fazer uma palestra sobre "Economia Brasileira em Perspectiva". Ele atende a um convite do UnicenP, o Centro Universitário Positivo, que está fazendo um ciclo de debates sobre o País.

Bernardo afirmou que o governo tem na política econômica um dos seus pilares de sustentação e que vem sobrevivendo a quatro meses de ataques sistemáticos. "Já são cento e vinte dias de denúncias. São três CPIs, o Ministério Público e todo mundo investigando. E até agora, um olhar isento não vai encontrar nada que atinja o governo. Ninguém pode dizer que o governo tem corrupção", comentou.

Indicadores

Para o ministro, os indicadores da economia, as políticas sociais e a política externa do governo Lula formam um tripé que resiste ao que chamou de "fúria investigativa" da oposição, formada pelo PFL e PSDB. "Se formos comparar como encontramos a economia e como está agora, vamos ver o que aconteceu. A política monetárioa e fiscal permitiu a estabilidade da economia", disse o ministro, citando que, pela primeira vez em décadas, o País está registrando queda nos preços dos alimentos. "A baixa inflação, os programas de transferência de renda, o aumento do número de empregos, tudo isso melhora o poder aquisitivo dos trabalhadores. A CUT divulgou na semana passada um estudo mostrando que 90% dos acordos salariais deste ano foram fechados com aumentos reais", comentou.

O levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) mostrando que diminuiu o custo de vida para os trabalhadores de menor renda foi outro dos sinais citados por Bernado para ilustrar o que considera como acerto da condução da política econômica.          

O ministro, que integra a chapa do Campo Majoritário nas eleições internas do PT que serão realizadas no próximo dia 18, afirmou que está distante do processo. Ele acha que o partido está abalado, mas que é preciso "descontar" da crise a torcida da oposição para o PT afundar.