Rio de Janeiro – O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou nesta sexta-feira (28) que não vai se licenciar da presidência do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

"Eu estou garantido pela Constituição Federal e, enquanto ela não mudar, eu continuo ministro e continuo presidente do PDT", garantiu Lupi.

O ministro desmentiu a possibilidade levantada hoje pela imprensa de que ele pediria desligamento da presidência do partido por representar um conflito de interesses com suas atribuições como ministro de Estado, conforme avaliação feita pelo Conselho de Ética Pública.

?O que eu acho estranho é que só surgiu isso contra o Lupi. Só faltou dizer assim: não pode no PDT, não pode ser presidente, não pode Carlos Roberto Lupi. É muito estranho isso. Qual o conflito que tem de desvio ético??, questionou o ministro.

Ainda segundo ele, o exercício das duas funções não é inconstitucional. ?Querem me impedir de exercer uma função eleita por uma interpretação da ética, enquanto a ética não está acima da lei. ?, disse Lupi. ?A Constituição garante a liberdade de organização partidária e o exercício dela.?

Lupi ainda questionou o posicionamento da Comissão de Ética Pública.

?Por enquanto, eu quero questionar a legitimidade do senhor Marcílio Marques Moreira [presidente do Conselho de Ética Pública] em ferir a Constituição ao tomar a decisão [de se posicionar contra o acúmulo de cargos]. Depois, se for cabível, nós podemos ir até aos tribunais?, afirmou.

O ministro participou hoje (28) de uma vistoria em agências do trabalho em Jacarepaguá e em Campo Grande, na zona Oeste do município do Rio de Janeiro.