Mais uma empresa que aparece como prestadora de serviço do convênio de R$ 6,2 milhões entre o Ministério do Esporte e os cartolas afirma que jamais foi contratada. A Closer Soluções Inteligentes e Consultoria Empresarial é mencionada na documentação obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo como responsável pelo fornecimento de mão de obra, incluindo atendentes, supervisores e coordenadores, para o cadastramento das torcidas organizadas em todo o País.

O nome da empresa aparece no extrato da proposta do convênio como executora dos serviços e também nos orçamentos enviados pelo Sindafebol, a entidade dos cartolas, ao Ministério do Esporte. Receberia, de acordo com a documentação, R$ 1,3 milhão dos cofres públicos, com a intermediação do sindicato. A Closer, porém, afirma que não chegou a ser contratada.

“Enviamos uma proposta no final do ano passado e a alguns meses tentamos contato para informarmos sobre a possibilidade da execução dos serviços e nos foi informado que outra empresa efetivaria o trabalho. Vale reiterar que não tivemos qualquer contrato assinado entre as partes”, disse, em nota à imprensa. “Infelizmente não tenho conhecimento de qual empresa foi escolhida para a execução do trabalho. Apenas nos informaram que declinaram de nossa proposta”, informou o diretor da empresa, Rodrigo Godói.

Na reportagem publicada hoje pelo jornal, uma outra empresa, a Mowa Sports, disse o mesmo. Seu nome é mencionado pelo sindicato como uma subcontratação por R$ 3,3 milhões para desenvolver o software do cadastramento, locação de equipamentos eletrônicos, entre outras tarefas.

Procurada pela reportagem, a empresa afirmou que não assinou contrato com o sindicato. “A Mowa Sports esclarece que não emitiu nenhuma nota fiscal nem recebeu nenhum pagamento relacionado ao assunto em referência. A Mowa Sports tinha todo o interesse em participar do projeto Torcida Legal e desenvolver ações de mobilidade digital, porém deixou de ser procurada meses atrás pelos responsáveis”, diz nota da empresa.