O grupo político de Marta Suplicy (PT) já começou a planejar alternativas para manter a candidata derrotada do PT em evidência, caso não consiga abrigá-la no governo federal. Prevendo que não será fácil acomodar Marta novamente na Esplanada, uma ala do grupo avalia ser possível construir um ?acordão? para que ela comande o PT de São Paulo.

A idéia dos aliados de Marta é apoiar o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, para a presidência nacional do PT. Em troca, o grupo esperaria o aval da corrente de Lula para lançar Marta numa chapa de consenso à direção do PT paulista.

Seria uma forma de manter a petista sob os holofotes para tentar emplacar sua candidatura ao governo paulista, em 2010. A articulação só ocorrerá, no entanto, se a volta de Marta à Esplanada for descartada.

No Palácio do Planalto, auxiliares de Lula afirmam que ele fez um trato com a então ministra do Turismo: a saída da equipe seria por sua própria conta e risco. Fiel a seu estilo pragmático, o presidente evitou assumir qualquer compromisso de retorno com Marta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.