Secretário da Educação volta a
se reunir hoje com professores.

O secretário da Educação, Maurício Requião, está disposto a encaminhar o plano de carreira, cargos e salários dos professores da rede pública estadual à Assembléia Legislativa mesmo que não feche um acordo com a APP-Sindicato nas negociações sobre a proposta. Hoje, o secretário volta a se reunir com diretores da APP para continuar a discussão sobre a nova versão do projeto que pretende remeter à Assembléia na próxima semana.

Antes do encontro com o secretário, hoje, a direção da APP irá participar de uma reunião da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, às 11 horas, na sala das comissões. Os deputados que integram a comissão pretendem mediar um acordo entre o governo e a entidade que representa os professores. O presidente da comissão, deputado Tadeu Veneri (PT), disse que para o governo seria melhor que houvesse um entendimento com os professores para facilitar a aprovação do projeto na Assembléia.

O presidente da APP-Sindicato, José Lemos, disse que a entidade está pronta para dialogar “até a exaustão”. Lemos afirmou que o esforço é para entrar em um acordo até a próxima quinta-feira, quando a APP reúne o seu conselho estadual em Curitiba. No sábado, dia 7, haverá uma assembléia geral da categoria que pode decidir por uma paralisação das atividades se o novo plano não contemplar as reivindicações apresentadas pela APP.

Sem acordo

Ontem, a APP anunciou que irá recorrer à Justiça para garantir o pagamento pelo estado das multas rescisórias devidas aos professores contratados pelo regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e que foram demitidos neste início de ano. A direção da APP se reuniu com o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, mas não houve acordo. Os professores dispensados receberão apenas o pagamento do mês e terão seu FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) liberado. O governo não concorda em pagar os 40% de multa sobre o FGTS, justificando que os contratos são nulos e não permitem esse pagamento.