O governo começou a tirar do papel ontem o plano da presidente Dilma Rousseff de monitorar, se possível em tempo real, a aplicação do dinheiro público. Ficou definido que o sistema de acompanhamento será implementado inicialmente nos ministérios da Saúde, Transportes, Justiça e nos aeroportos, com capacidade de verificar não apenas obras como também serviços públicos prestados ao cidadão.

Cada ministério será responsável por estabelecer o seu sistema próprio, mas a orientação do Planalto é adotar programas de licença livre, gratuitos, para que os dados de uma pasta conversem com os de outra.

Ministérios envolvidos com a Copa de 2014, como Turismo, Esportes e Cidades, também figuram na lista de prioridades. Mas o Planalto sabe que os dois primeiros vão precisar de um pouco mais de tempo para se adequarem, já que passaram por mudanças em 2011, quando Pedro Novais e Orlando Silva caíram por suspeitas de irregularidade.

Ontem, os 38 secretários executivos se reuniram por quatro horas no Palácio do Planalto. Um dos principais temas do encontro foi a apresentação das diretrizes pela Casa Civil, a definição de responsabilidades de cada um, os programas que serão monitorados em um primeiro momento e o prazo para isso.

Caberá a eles – o 2.º cargo na hierarquia da pasta – acompanhar a implementação do programa de monitoramento online. Isso porque esses cargos são geralmente ocupados por pessoas com visão mais técnica e alguns deles são servidores de carreira.