Além de se complicar, o deputado Eduardo Cunha (PMDB) acabou envolvendo a família nos crimes que teria cometido. A jornalista Cláudia Cruz se tornou ré no processo da operação Lava Jato, que apura o escândalo de desvio de bilhões de reais da Petrobras. A filha, Danielle Cunha, ainda é investigada.

Em junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou pedido de Cláudia e Danielle para serem processadas junto com ele na Corte no caso relativo às contas secretas na Suíça. A decisão de manter Cunha separado da mulher e da filha na Justiça foi tomada durante análise de uma denúncia contra o deputado pela suspeita de que teria recebido e movimentado R$ 5,2 milhões de propina em contas secretas na Suíça.

Por maioria, foi confirmada decisão de março do ministro Teori Zavascki, que repassou ao juiz Sérgio Moro, da primeira instância, as suspeitas sobre as duas, pelo fato de não terem o chamado foro privilegiado, direito de parlamentares serem julgados na Corte.

Segundo a acusação, a mulher do peemedebista teria recebido, numa conta na Suíça, parte do dinheiro supostamente oriundo de propina que Cunha teria levado num negócio da Petrobras na África. A filha do deputado teria sido beneficiada com despesas pessoais num cartão de crédito ligado à conta.

Uma vez cassado, Cunha perde o foro privilegiado e poderá vir a ser processado pela Justiça Federal em primeira instância.