A cada eleição, as mulheres aproximam-se cada vez mais da política. Antes, muitas eram colocadas em “sub-cargos”, apenas para os partidos mostrarem que a política era igualitária e incluía mulheres. Mas nesta eleição de 2018 esse perfil mudou. Algumas mulheres assumiram as candidaturas de vices e a governadora, além claro, das candidatas a deputadas (estadual e federal) e senadoras.

A assistente social Fernanda Camargo (Psol), 42 anos, é uma destas mulheres que entraram por sua luta e militância. Ela está como vice do Professor Piva e ressalta o reconhecimento e inclusão que o partido promove ás mulheres feministas e inseridas no debate político.

– Coronel Sérgio Malucelli (vice de Cida Borghetti – PP);

– Darci Piana (vice de Ratinho Jr.- PSD);

– Eliana Cortez (vice de João Arruda – MDB);

– Anaterra Viana (vice de Dr. Rosinha – PT);

Tribuna: Como que vocês avaliam a importância da escolha de um candidato a vice que esteja alinhado com o candidato? Quais as diretrizes que vocês seguem para isto ?

Fernanda: Bem importante frisar que no processo de escolha do vice do PSol, tanto no Brasil, como aqui no Paraná, foi numa composição de militâncias. Então, o que representamos? Qual a nossa militância, qual a bagagem que a gente traz e pode complementar quando pensamos em políticas para o estado ou o País? Temos o Guilherme Boulos concorrendo a presidência e a Sônia Guajajara como co-presidenta. E aqui no Paraná a gente também fez uma composição desta forma, com o Professor Piva concorre ao governado do Estado e eu Fernanda assumindo o cargo de co-governadora, para que possamos governar juntos, a partir das características, militância e compromisso político que cada um tem.

Tribuna: Mas é uma nomenclatura ou um projeto de gestão diferenciado?

Fernanda: É um projeto de gestão diferenciado. Tanto em nível nacional, quando no estado, quem nós somos, que mulheres são essas que ocupam o lugar de vice e que a gente assume como co-governadoras. São mulheres feministas, que são lutadoras, que tem uma trajetória de luta no feminismo, pelo direito e proteção de mulheres e pelas diversas mulheres que existem. Na administração do estado e do país, temos que considerar as demandas e lutas das mulheres.

Tribuna: A política ainda é muito machista, tem pouco espaço para a mulher. E muitas vezes a mulher é escolhida como vice, justamente para compor, para apresentar o eleitor uma mulher apenas como candidata. Você sente que isso mudou?

Fernanda: Acho que a gente ainda tem muitos desafios a cumprir, na política e na sociedade Mas quando a gente assume o papel de co-governadora – e esse papel não é porque eu sou uma mulher, é importante deixar claro – na construção das nossas militâncias hoje é possível para o Professor Piva estar como governador e eu como co-governadora. Mas isso não significa que o cargo para uma mulher é o de co-governadora. Pois nessa construção são reconhecidas as mulheres de luta, feministas, que tenham bagagem e que tenham um debate político. E temos inserção nesse debate, incidência sobre as decisões do partido, o que é muito importante porque podemos deixar a nossa marca na administração.

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