Com 21 novas nomeações no mês de maio, o prefeito Rafael Greca (PMN) está ainda mais distante de cumprir sua promessa de redução de 40% no número de servidores comissionados na prefeitura de Curitiba. Atualmente, considerando os secretários municipais, a cidade tem 447 servidores em cargos de livre nomeação e exoneração. Pela promessa do prefeito deveriam ser 364, já que, por lei, o município dispõe de 606 cargos de confiança para funcionários não concursados.

No mês de maio, de acordo com dados do Portal da Transparência, a prefeitura pagou pouco mais de R$ 4 milhões a esse conjunto de servidores. No mês, a média salarial líquida dos comissionados foi de R$ 7,1 mil.

A promessa de Greca foi feita em seu discurso na cerimônia de posse realizada no memorial de Curitiba.

“Aos sete partidos que nos apoiaram, somados aos outros que vieram no segundo turno, eu agradeço a compreensão da austeridade que virá: só 12 secretarias e um propósito de reduzir em 40% os cargos em comissão e as funções gratificadas. O remédio será amargo no começo, mas depois dará a Curitiba o bem que a cidade merece”, afirmou.

Procurada para comentar a questão, a prefeitura de Curitiba, por meio de sua assessoria de imprensa, não retornou. O discurso atual do Executivo é que objetivo da administração municipal é, na verdade, reduzir em 40% o custeio geral da máquina, não especificamente os cargos de confiança.

Em abril, comentando um levantamento semelhante, o secretário de Governo, Luiz Fernando Jamur afirmou à Gazeta do Povo, que há uma comissão montada na prefeitura que está estudando e implementando medidas de redução de custos como forma de combater a crise.