O senador Osmar Dias (PDT) obteve sinal verde do presidente Lula para incluir o PPS nas negociações para compor a aliança de apoio à sua candidatura ao governo do Paraná.

Enquanto isso, o PT vai voltar a conversar com o PMDB e os demais partidos da base aliada de Lula no Congresso Nacional. E na tarde da próxima terça-feira, 6, em Brasília, Osmar se reúne com o atual presidente estadual do PT, Enio Verri, a ex-presidente Gleisi Hoffmann, e os presidentes nacionais do PT, Luiz Eduardo Dutra, e do PDT, ministro do Trabalho, Carlos Lupi para avaliar o andamento das articulações.

Para enfrentar o bem estruturado PSDB do Paraná e seus aliados, Osmar acha que não pode ter um meio-acordo com Lula, o PT e os partidos da base aliada. “Para enfrentar a estrutura armada pelo PSDB, tem que ter algumas condições, e entre elas, está a união dos partidos da base”, afirmou o senador.

A conversa da próxima terça-feira será um desdobramento daquela mantida anteontem à noite entre o pedetista e o presidente Lula para avançar nas negociações sobre a aliança eleitoral no Paraná.

Nesse encontro, que teve a participação do diretor geral da Usina de Itaipu, Jorge Samek, de Lupi e do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o presidente da República voltou a dizer ao senador que quer um palanque único da base aliada no Paraná.

Posições

Para o senador, o palanque único interessa a todos. E não apenas ao PDT, como às vezes as negociações são apresentadas pela ótica dos petistas. “O que o PDT quer, o que o presidente Lula quer, é o palanque único. O PT do Paraná tem que querer isso também”, disse o senador, que não vê como sua tarefa exclusiva a construção da aliança.

Ele observa que os prefeitos e deputados dos partidos da base aliada foram muito bem tratados pelo governo Lula durante todos estes anos e, que seria perfeitamente natural que retribuíssem esse apoio nas eleições deste ano.

“Não faz sentido, depois de oito anos sendo tão bem tratados como nunca, agora irem trabalhar contra o candidato da base que integraram”, cutucou o senador. E continuou: “É tarefa de toda a base aliada alavancar a candidatura da ministra Dilma Rousseff, que está com um desempenho baixo no Paraná. Se o PDT tem xis votos a oferecer, é preciso atender ao que o PDT pede. E nós estamos sendo muito transparentes no que pedimos, desde o início”, afirmou.

O que o PDT pede, além do palanque único, é a indicação da ex-presidente estadual do PT Gleisi Hoffmann para ser candidata a vice-governadora. O PDT queria deixar livres as vagas do Senado para o PMDB e PP, com seus pré-candidatos Roberto Requião e Ricardo Barros.

Mas esse é um ponto ainda nebuloso nas negociações. Para o presidente estadual do PT, Ênio Verri, essa questão já foi “superada” na discussão entre petistas e pedetistas. Verri não revelou qual foi a solução encontrada, mas garante que a candidatura de Gleisi ao Senado não está mais ameaçada. E que na terça-feira, o encontro será para consumar a aliança com o PDT.