Em campanha por Dilma Rousseff (PT) no interior do Estado, o senador Osmar Dias (PDT), voltou a mostrar descontentamento com o corpo mole de alguns correligionários na campanha para o governo do Estado.

O senador, que já fez críticas abertas ao prefeito de Londrina, Barbosa neto (PDT), cidade onde foi derrotado por 71% a 25% por Beto Richa (PSDB), ontem atacou o vice-prefeito de Maringá, Pupin (PDT).

“Vou anunciar aqui um convite público para o Carlos Roberto Pupin, vice-prefeito de Maringá sair do PDT. Estou fazendo um convite para que meu ex-companheiro de PDT deixe o partido”, disse o senador, após ser questionado sobre boatos de que Pupin estaria interessado em trocar de legenda, com vistas às eleições municipais de 2012.

Vice e muito próximo do prefeito Sílvio Barros (PP), Pupin é aliado de confiança do deputado federal Ricardo Barros (PP), que disputou a eleição para o Senado na chapa de Beto Richa (PSDB), que derrotou Osmar na eleição para o governo do Estado.

Por essa fidelidade a Barros, Pupin teria feito pouco esforço por Osmar na cidade, avalia o presidente de PDT. Na mesma entrevista, sem citar o nome de Barbosa Neto, Osmar disse que sua maior decepção foi com as lideranças do próprio partido.

Embora não tenha citado o nome do prefeito, Osmar lembrou a baixa votação que teve em Londrina, onde Beto conseguiu um percentual maior até que Curitiba, de onde foi prefeito por dois mandatos.

Mas Osmar não cogitou a hipótese de expulsar Barbosa do partido, talvez pelo risco de o PDT perder o comando da segunda maior cidade do Estado, já que o vice-prefeito, Joaquim José Ribeiro, é do PSC e a expulsão de Barbosa poderia render uma ação por infidelidade partidária.

Na coletiva de ontem, Osmar também negou que já tenha conversado com a candidata Dilma Rousseff a respeito de um possível convite para participar do governo federal a partir do ano que vem, em caso de vitória petista no domingo.

Sem mandato a partir do ano que vem, o senador é um dos nomes mais cotados para o Ministério da Agricultura de Dilma. Osmar negou que esteja empenhado na campanha petista para garantir um cargo, disse que faz por convicção, lealdade e gratidão ao apoio que teve na eleição estadual.

“É assim: eu fui candidato a governador, não sou candidato a ministro. Não estou na campanha da Dilma por essa pretensão. Não fui convidado, ninguém falou comigo sobre o assunto, não estou atrás disso, estou pronto para deixar a política e voltar a ser agricultor em tempo integral, assim como posso continuar na política, principalmente na minha área, caso seja convocado a dar minha contribuição”, disse.