O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, negou nesta quarta-feira que a mudança do domicílio eleitoral dele de Santarém (PA) para São Paulo tenha relação com uma possível candidatura a governador em 2014. Padilha é um dos nomes cotados para concorrer ao cargo pelo PT. “Tive de fazer essa mudança para poder participar, internamente, no PT de São Paulo. A única relação é com isso, não tem nenhuma relação com uma possível candidatura”, disse, após reunião com o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Em tom cauteloso, o ministro da Saúde disse ser a “pessoa que menos tem pressa para a definição de candidatura em São Paulo” e destacou outros ministros, em especial o da Educação, Aloizio Mercadante, como possibilidades na disputa. “O PT tem excelentes candidatos. Nosso ministro Mercadante é um candidato natural, que já disputou outras eleições. Têm outros colegas de governo que já disputaram eleições majoritárias ou proporcionais, como a ministra Marta Suplicy (Cultura), o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), o prefeito (de São Bernardo do Campo, no Grande ABC) Luiz Marinho.”

Padilha ressaltou ainda a coesão do partido, afirmando que não haverá disputa para a escolha do nome que concorrerá ao governo de São Paulo. “A coisa boa é que não vai ter disputa dentro do PT. Não existe mais disputa, nem clima de disputa. Quem apostar nisso vai estar fracassado dentro do PT. O PT está muito maduro. Com muita tranquilidade, acredito que vai construir uma opção de consenso, liderada pelo presidente Lula e pela presidente Dilma.”