O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou hoje que a Polícia Federal (PF) vai apurar as novas denúncias envolvendo a Casa Civil e o Ministério da Saúde, divulgadas pela revista Veja. A edição desta semana da publicação aponta possíveis irregularidades contra o marido da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, bem como o pagamento de propina a funcionários da Pasta no processo de compra do Tamiflu, remédio utilizado no combate à gripe H1N1. “A Polícia Federal vai apurar exatamente o que aconteceu e a população brasileira tem de saber a verdade; não cabe ao governo qualificar denúncias, mas apurá-las até o fim”, disse Padilha após acompanhar o comício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em Campinas (SP).

Padilha alertou, no entanto, que “as pessoas que denunciaram terão de apresentar provas” e atacou a oposição, sem citar partidos, que, segundo ele, tenta relacionar as denúncias com a campanha de Dilma, que já foi ministra da Casa Civil. “A oposição ao presidente Lula vem tentando, desde o começo, através da tática da acusação, de denúncias sem provas, mudar o quadro eleitoral”, afirmou. Na opinião do ministro, além de as pesquisas mostrarem que não surtiu efeito a tentativa da oposição de relacionar as denúncias na Casa Civil e a campanha de Dilma, “o povo brasileiro está maduro para saber que o governo do presidente Lula é o que apura as denúncias até o fim”, opinou.

Padilha procurou ainda minimizar possíveis irregularidades no processo de compra do Tamiflu e lembrou que não houve licitação na operação. “Não teve concorrência, não teve licitação porque só tem um laboratório que produz Tamiflu. O Ministério da Saúde fez uma compra fundamental para combater o risco da gripe suína no Brasil, e essa compra teve ainda uma redução no preço do remédio”, concluiu.