No Rio para o lançamento do Guia dos Museus Brasileiros, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, demonstrou acreditar que a crise em sua pasta passou. “Não estou mais preocupada com essas questões de turbulência. A imprensa já entende que foram forjadas, por motivos que nada têm a ver com a questão cultural”, afirmou Ana, depois de visitar o Museu Histórico Nacional, onde foi lançado o guia, por ocasião do Dia Internacional dos Museus.

Depois de visitar a exposição permanente do MHN, a ministra deu entrevista rápida, na qual disse ainda que goza de apoio entre os artistas. Um assessor avisou que os jornalistas só teriam direito a cinco minutos com ela. Quando veio uma pergunta sobre as polêmicas diárias recebidas em viagens ao Rio, ele puxou Ana para o auditório onde ela falaria sobre o guia e a 9ª Semana Nacional dos Museus, que já estava cheio, à sua espera.

No governo desde a gestão Gilberto Gil (2003-2008), o presidente do Instituto Brasileiro de Museus, José do Nascimento Junior, que a ciceroneava, fez defesa contundente da chefe.

“O ministério não é um samba de uma nota só. Estamos trabalhando O clima é tranquilo”, disse, lembrando que a gestão de Gil também atravessou momentos complicados: “Primeiro foi a discussão da contrapartida social, depois a da Ancinav… No fim, ninguém dizia que não tinha sido um grande ministro. Acho que tem que se quebrar pedra no início”, brincou.

Do auditório, a ministra saiu sem passar novamente pelos jornalistas. O assessor não soube precisar se o valor das diárias já havia sido devolvido, conforme recomendou a Controladoria Geral da União.

À noite, Ana voltou a Brasília, já que hoje participa do lançamento do cronograma das chamadas Praças dos Esportes e da Cultura (praças do PAC). Amanhã, a ministra deverá retornar ao Rio, para mais um encontro que busca ampliar o diálogo com a classe artística – dessa vez, com artistas visuais.