O vice-presidente e presidente do PMDB, Michel Temer, afirmou nesta quarta-feira que a prisão do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró gera desgaste “zero” para o PMDB. Cerveró foi detido preventivamente na madrugada de hoje no Rio de Janeiro após desembarcar de uma viagem a Londres.

“Não, zero”, afirmou Temer, na saída do encontro da Executiva nacional do partido em que confirmou o apoio da legenda à candidatura do líder da bancada da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), à presidência da Casa.

Cerveró teria sido indicado para o cargo pelo atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Renan nega e atribui a escolha do nome à influência do senador do PT Delcídio Amaral (MS), que também rechaça tê-lo indicado. Cerveró ocupou o cargo entre 2003 e 2008.

A pedido do Ministério Público Federal, a prisão de Cerveró foi decretada depois de terem surgido evidências de que o ex-diretor continuou a praticar crimes, como ocultar recursos proveniente de delitos no exterior e ter transferido bens e valores a familiares.

Segundo apurou o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, durante o encontro da Executiva do PMDB, nenhum dos presentes comentou a decisão da Justiça de prender o ex-diretor da Petrobras. “Cerveró é assunto da Polícia Federal”, resumiu o ex-ministro Geddel Vieira Lima.