Quem espera punição para Sarney na crise do Senado, pode tirar o cavalo da chuva. Oposição e aliados do governo no Senado não têm dúvida de que o presidente da Casa vai se manter no cargo.

A dificuldade do Planalto e do PMDB para enterrar no Conselho de Ética as denúncias contra o senador é enquadrar o PT. Os governistas decidiram ganhar tempo para negociar uma saída e o Conselho só deverá se reunir na próxima quinta-feira.

“A reunião de quinta-feira dependerá de circunstâncias favoráveis. Precisamos conversar para termos segurança de que vamos ganhar”, explicou o presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), referindo-se à derrubada dos 12 recursos contra o arquivamento das ações que implicam Sarney e o líder tucano Arthur Virgílio (AM).

Já ganhou

O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), recomendou a Duque “segurar” seu despacho sobre o Virgílio, até garantir os votos pró-Sarney. Mas Duque acabou forçado a arquivar o caso do tucano, a pedido do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), de quem é segundo suplente no Senado.