O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, declarou que o senador Osmar Dias tem liberdade total para escolher a melhor aliança para o governo do estado em 2010.

Em visita a Curitiba, onde visitou a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná e participou da inauguração da nova sede do Tribunal Regional do Trabalho e de uma reunião na OAB, Lupi disse que a única orientação do partido é para que Osmar seja candidato a governador.

“Essa questão (alianças), aqui, fica a cargo do próprio senador, ele é o presidente regional do partido e está mais que habilitado pela representação que tem e pela quantidade de votos. Apoio não se discute, se aceita. Quem quiser apoiar o Osmar Dias será bem vindo”, disse, após declarar que a tendência do PDT nacional será apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT). “Mas isso é um assunto que se decide no momento certo e por toda a direção nacional do partido.”

Osmar, que acompanhou o ministro durante todo o dia, disse que ainda pensa em manter a aliança com o PSDB. “Mas o PDT tem candidato e o PSDB também, daí fica difícil. Porém minha posição é que os compromissos que foram assumidos no passado, sejam mantidos.”

O senador disse, também, que, “se o cargo puder ajudar o Paraná, aceitaria ser líder do governo Lula no Senado”, caso a atual líder, Roseana Sarney (PMDB-MA), deixe o cargo, ou por licença médica ou para assumir o governo do Maranhão.

O ministro Carlos Lupi criticou a Assembleia Legislativa do Paraná pela desaprovação da PEC do emprego, que cancelaria os incentivos fiscais às empresas que demitirem.

“A Assembleia perdeu a oportunidade de ajudar quem precisa de ajuda nesse momento de crise, que é o trabalhador. Acho um absurdo a empresa que pega incentivo fiscal, é subsidiada para gerar empregos, no primeiro sinal de turbulência, já demitir”, declarou.

Sobre os efeitos da crise sobre o emprego, Lupi pediu paciência aos empresários. “Acalme um pouquinho, segure as demissões. Ganharam muito dinheiro durante todo o ano de 2008. No primeiro momento de pequena perda já demite? Isso só agrava. A demissão deve ser a última instância, mas não é isso que está acontecendo. Não é um dois meses de dificuldades que vão acabar com o lucro de um ano inteiro que eles tiveram..”

Carlos Lupi disse acreditar que o Brasil será o primeiro país a retomar o crescimento econômico após a crise. “O desemprego atinge diferentes setores, mas principalmente os exportadores. No entanto o setor agrícola teve uma compensação, com a valorização do dólar, não sendo muito atingido. O mercado interno continua forte e setores como o automotivo já começam a se recuperar. O balanço do mês de fevereiro já vai dar positivo, pouco, mas positivo. E, em março, tenho certeza que o Brasil será o primeiro país a reverter esse processo e já apresentar crescimento econômico significante”, disse.