Uma pesquisa encomendada pelo Partido Progressista (PP), e divulgada ontem, revela, pela primeira vez, como está o quadro para a eleição para as duas vagas paranaenses no Senado, que serão disputadas nas eleições do ano que vem.

Realizado pelo instituto Paraná Pesquisas, o levantamento aponta um favoritismo do governador Roberto Requião (PMDB) para uma das vagas e coloca ao menos quatro fortes candidatos à segunda cadeira: Gleisi Hoffmann (PT), Gustavo Fruet (PSDB), Flávio Arns (PT) e Ricardo Barros (PP).

Segundo a pesquisa, que realizou 2.530 entrevistas entre os dias 25 de março e 5 de abril, em todo o Estado, Requião tem, hoje, 51,98% das intenções de voto. A segunda posição é da presidente estadual do PT, Gleisi Hoffmann, com 26,88%.

Gustavo Fruet é o terceiro, com 22,09%, tecnicamente empatado com Flávio Arns, atual senador, que encerra mandato em 2010 e ainda não anunciou se disputará a reeleição, que tem 21,98%.

Ricardo Barros aparece logo atrás, com 18,97%. Abelardo Lupion (DEM), com 8,74% e João Elísio Ferraz de Campos (DEM), com 2,29% completam a lista. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Agência Senado
Gustavo Fruet: aposta tucana.

No levantamento para o governo do Estado, o atual prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB) lidera com 45,49% das intenções de voto, com quase sete pontos de vantagem para o senador Osmar Dias (PDT), que tem 38,66%.

O vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) tem 4,86% e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, tem 1,74% das intenções de voto. A pesquisa não levou em conta a possibilidade do senador Alvaro Dias ser o candidato tucano ao governo do Estado.

Para o presidente estadual do PP, deputado federal Ricardo Barros, contratante da pesquisa, apesar da liderança de Beto Richa, a vantagem do tucano não seria confortável para que ele renunciasse à prefeitura de capital para disputar a eleição. “O ônus dele é muito grande. Ele é novo, tem uma carreira longa pela frente. Se sair e não ganhar, carregará um fardo muito pesado da renúncia”, disse.

Agência Senado
Ricardo Barros: correndo por fora.

“O Serra (José, PSDB), quando renunciou à prefeitura de São Paulo (para disputar o governo do estado) tinha 65%”, lembrou o pepista que defende a união em torno da candidatura de Osmar.

Barros lembrou, ainda que, se houver a disputa entre Beto e Osmar, o pedetista receberia o apoio do presidente Lula, o que, para 46,17% dos entrevistados pelo Paraná Pesquisas, influenciaria seu voto. Dos entrevistados, 23,48% votariam num candidato de oposição a Lula e para 29,05% o apoio do presidente seria indiferente.

Sobre a eleição ao Senado, Barros que já se declarou candidato, reconheceu o favoritismo de Requião, mas se viu em condições de igualdade na disputa pela segunda vaga.

“O Requião é favorito, principalmente se houver disputa entre Beto e Osmar na majoritária. Sem o Beto, o Osmar ganha fácil a eleição para o governo e há a chance dos dois candidatos da chapa serem eleitos. Está muito equilibrado, é uma eleição a ser disputada”, declarou.