O ex-governador Orlando Pessuti começou a discutir a possibilidade de disputar a presidência estadual do PMDB do Paraná, na convenção que será realizada no segundo semestre. Pessuti disse que se o atual presidente, Waldyr Pugliesi, não quiser concorrer à reeleição, irá se candidatar ao comando do partido no estado para organizar o processo eleitoral de 2012.

Nos encontros que tem realizado no interior do Estado, o ex-governador tem mencionado o desejo de assumir o partido no Paraná. “Se o Waldyr não disputar, eu estou à disposição. Ou melhor, serei uma opção”, afirmou nesta sexta-feira, 20, Pessuti, que participou de um encontro de presidentes e ex-presidentes de legislativos estaduais, em Florianópolis.

Na semana passada, Pessuti disse em Campo Mourão, que o PMDBprecisa passar por “uma mexida” em seus comandos no estado e nos municípios.

“Defendo a alteração nos comandos dos diretórios municipais se houver a necessidade. Nunca presidi o Diretório Estadual, mas se nosso presidente o deputado Waldyr Pugliesi não tentar a reeleição e me der apoio disputo a presidência para fazer um bom trabalho no partido, que precisa sofrer um choque para dar vida nova a nossa militância”, afirmou.

Divisão

Os peemedebistas, que não tomaram partido na briga entre Pessuti e o senador Roberto Requião, ficaram apreensivos com os planos do ex-governador. “O Pessuti tem um problema mal resolvido com o Requião. Acho que temos de trabalhar para uma chapa de consenso, com o propósito de fazer o partido crescer e não dividir”, afirmou o deputado Nereu Moura, integrante da executiva estadual do PMDB.

Para Moura, o ideal é que Pugliesi permaneça no comando do PMDB do Paraná. Em fase de distanciamento de Requião, o atual presidente do partido é descrito por Moura como alguém com independência suficiente para não deixar que uma corrente se sobreponha à outra nas decisões sobre as eleições municipais do próximo ano. “O Pugliesi não faz o jogo do Requião, nem de ninguém. Ele tem estatural histórica e moral para não ter que seguir a cartilha de outros”, comentou.

Se Pessuti decidir postular a presidência do partido, Moura acha que será a senha para o recrudescimento das hostilidades entre o ex-governador e o senador. “”O Requião é senador, é nossa maior liderança. Ele e o Pessuti precisam se acertar, pelo menos conversar. Vai ser uma desgraça se entramos nesse confronto. Nós estamos naquela fase em que precisamos é de união. Se formos para outro lado, vai ser suicídio”, avaliou.