O governador Orlando Pessuti (PMDB) disse ontem que sua viagem de dez dias a Nova York, nos Estados Unidos, não irá prejudicar sua participação na campanha do senador Osmar Dias (PDT) ao governo.

“Ainda estamos no começo da campanha e quando eu voltar, teremos 35 dias para dedicar ao nosso trio de ferro”, disse Pessuti, quando transmitiu o cargo ao presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Celso Rotoli de Macedo, que permanecerá até o dia 30 no comando do governo.

O “trio de ferro” citado por Pessuti é composto pela candidata à presidência da República Dilma Rousseff (PT), o candidato ao governo e a candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT).

Pessuti não está fazendo a campanha do ex-governador Roberto Requião (PMDB), candidato ao Senado. Os dois se desentenderam em abril por causa das trocas feitas pelo atual governador na equipe.

Pessuti vai a Nova York participar de uma homenagem da Bolsa de Valores à Copel, que negocia suas ações no mercado americano. Pessuti, o presidente da Copel, Ronald Ravedutti, e o diretor financeiro da companhia, Rafael Iatauro, farão o fechamento da Bolsa.

A solenidade será na próxima segunda-feira, mas depois Pessuti disse que irá a Washington para um almoço com empresários. Ele termina o roteiro em Orlando, no estado da Flórida, onde sua agenda prevê um encontro com a direção da Universidade da Flórida. Ele retorna a Curitiba, no dia 30.

O governador afirmou que sua presença era imprescindível na homenagem da Bolsa. “É um momento importante para o Paraná. E é minha responsabilidade, como governador, estar lá”, justificou Pessuti. Ontem, ele gravou sua participação no horário eleitoral gratuito para Osmar.

Para compensar sua ausência, Pessuti disse que o filho, Moises, membro da executiva estadual do PMDB, e o candidato a suplente de Senador, Sérgio Souza, irão pedir votos para Gleisi, Dilma e Osmar no interior do Estado. Souza foi indicado por Pessuti para ser o primeiro suplente na chapa de Gleisi.

Em ordem

Esta é a primeira vez que Rotoli de Macedo assume o governo. O sucessor natural seria o presidente da Assembleia Legislativa, Nelson Justus (DEM), mas ele se licenciou do cargo porque se assumisse o governo ficaria inelegível. Justus é candidato à reeleição.

“Pessuti pode ficar tranquilo que farei tudo de forma correta, para que na volta ele encontre a casa em ordem. Homens como ele dão credibilidade ao governo. Assim, farei de tudo para, nesses poucos dias, seguir seus passos”, afirmou. Como governador em exercício, Rotoli deve viajar na semana que vem a Palmital, e receberá em Curitiba uma delegação da República Dominicana.