O ex-governador do Paraná Orlando Pessuti (PMDB) e o ex-secretário de Saúde, Gilberto Martin (PMDB) contestaram as afirmações do governador Beto Rihca (PSDB) que na terça-feira, ao receber o cheque de R$ 10,2 milhões devolvido pela Assembleia Legislativa, disse que investirá tudo em Saúde porque a pasta teria sido abandonada pelo governo anterior. Beto criticou, principalmente, o baixo orçamento da pasta e a falta de condições dos novos hospitais, inaugurados, segundo ele, sem pessoal e equipamentos adequados.

Pessuti alegou em nota que: “os deputados da atual bancada de situação na Assembléia Legislativa, receberam no ano passado a proposta orçamentária elaborada pelo nosso governo para ser aplicada este ano. Seguindo orientações do atual governador Beto Richa e de sua equipe de transição, promoveram as alterações que acharam necessárias e a aprovaram em Plenário, o que nos exime da responsabilidade”.

Já Martin disse que “os funcionários estão sendo contratados após prestar um concurso público que realizamos em outubro de 2009. Os editais de convocação foram feitos no decorrer de 2010, e aí a partir deste momento existe uma tramitação administrativa que tem um fluxo de frequência e tempo para ocorrer, seguindo diversos processos com prazos a serem cumpridos” disse. “Não existe contratação de servidores em 90 dias e os chamados para ocuparem cargos este ano, prestaram o concurso de 2009. Até o final do ano passado, mais de três mil aprovados foram chamados. Portanto o que se conclui é que não procede esse discurso” afirmou.

Gilberto Martin explicou que com relação aos equipamentos o processo é similar, “é preciso respeitar os prazos. Existe uma tramitação administrativa que envolve meses e quase todos os equipamentos necessários estavam comprados em regime de preço, ou seja, durante um ano o Estado podem requer o produto e as empresas devem entregá-lo ao mesmo preço em que foi adquirido pelo processo de compra feito à época” concluiu.

O ex-secretario de Saúde garantiu, que em janeiro de 2011, ao menos 80% do pessoal necessário para atender nos estabelecimentos estava disponível e este mesmo percentual se aplica aos equipamentos necessários para o funcionamento dos hospitais da rede estadual.