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Pessuti: conclusão ideal.

Depois de uma temporada evitando falar em projetos eleitorais, o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) voltou a tocar no assunto. Anunciou ontem que quer ser candidato ao governo em 2010. Vice-governador nos dois últimos mandatos de Roberto Requião (PMDB), Pessuti conta com a possível desincompatibilização do governador para a disputa presidencial ou do Senado, para, como governador nos últimos seis meses de 2010, ser candidato à reeleição.

Apesar de ter evitado falar no tema por muito tempo, Pessuti disse que sempre pensou neste sentido. ?Esse é meu grande sonho e para isso que trabalho desde 1966, quando entrei para a militância do MDB com treze anos. Esse projeto começou a ganhar força com minha primeira eleição para deputado estadual, em 1982, e, agora, se ocorrer a desincompatibilização do governador, pode virar realidade?, declarou, informando que, se Requião não deixar o governo antes do fim do mandato, pode candidatar-se ao Senado ou à Câmara dos Deputados.

Com cinco mandatos de deputado estadual, incluindo a presidência da Assembléia, e dois como vice-governador, acumulando no primeiro a secretaria de Agricultura, Pessuti se vê como um dos principais nomes do PMDB para a sucessão de Requião. ?Nesse período, assumi o governo em 26 oportunidades. Conheço bem o estado, principalmente o interior, onde já visitei todas as cidades, estou preparado.? Mas reconhece que dentro do partido há outros nomes com condições de disputar o governo do estado. ?Temos o ministro Reinhold Stephanes, o deputado federal Osmar Serraglio, os deputados Luiz Cláudio Romanelli, Waldir Pugliesi e Caíto Quintana, além do ex-secretário Renato Adur?, disse.

Assim, apesar de alimentar o desejo de disputar o governo em 2010, Pessuti declarou que só entrará na briga se seu nome for consenso. ?Não adianta minha vontade isolada. Precisarei do apoio do partido e dos prefeitos e vereadores que elegeremos neste ano, além dos outros partidos que nos apoiam e, é claro, do governador Requião?, disse.

Para garantir o apoio necessário, o vice-governador disse que dedicará os dois próximos anos a, ?fazer um bom governo e entrar com tudo nas eleições municipais?, porque entende que a base de prefeitos e vereadores que o partido formar nas eleições deste ano será fundamental para a campanha de 2010. ?Principalmente agora, com a regra da fidelidade partidária, se quisermos ter uma boa base temos de ir bem nas eleições. Pois não conseguiremos trazer prefeitos de outras legendas para nossa base depois, já que acabou a farra da troca de partidos?, frisou.

Para Pessuti, o Palácio Iguaçu é a conclusão ideal de sua carreira política, apesar de ele já ter projeções para mais além. ?Se tudo isso der certo, em 2014, quem sabe, me candidato ao Senado?, concluiu.