Foto: Arquivo/O Estado

Dobrandino: hostilidades reduzidas.

Alvo de mais um dia de pronunciamentos de petistas criticando suas posições sobre o PT, o líder do governo e presidente estadual do PMDB, Dobrandino da Silva, concordou em baixar as armas, mas impôs uma condição: o presidente estadual do PT, André Vargas, também terá que recuar nos ataques que faz ao governador Roberto Requião e à administração peemedebista.

"Não quero estabelecer uma guerra com eles. Mas que não nos provoquem", afirmou Dobrandino.

Durante a sessão de ontem, os deputados Natálio Stica e Elton Welter voltaram à carga no episódio que começou com declarações de Dobrandino sobre o governo Lula (ele afirmou a um jornal que o PT tinha formado uma quadrilha no governo federal) e evoluiu para denúncias contra a direção da Usina de Itaipu. Stica, que se definiu como um "requianista assumido", pediu que o presidente do PMDB não transformasse suas desavenças com o PT de Foz do Iguaçu em uma briga contra todo o partido.

Stica disse que o presidente do PMDB estava desintegrando a base de apoio ao governo e que "um líder não joga na divisão". O petista citou que o peemedebista estava esquecendo que se o PT não chegar ao segundo turno da eleição para o governo, este ano, poderá ser um aliado de Requião. Já Welter comentou que o comportamento de Dobrandino produzia a impressão que o PMDB já acertou uma coligação com o PSDB e tinha decidido fazer do PT seu adversário. "É tão absurdo que o líder do governo ataque um partido aliado, que dá a entender que esta composição com o PSDB está fechada", afirmou.

Dobrandino disse que poderia atender ao pedido de Stica para interromper as hostilidades, mas afirmou que o deputado peemedebista deveria "controlar" o dirigente do seu partido. O presidente do PMDB declarou ainda que não vai mais apresentar denúncias contra integrantes do PT. "Agora, vou encaminhar tudo para o Ministério Público", afirmou.