O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou, após se reunir com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que todos os governadores presentes ao encontro fizeram um “apelo” para que Cunha coloque o projeto de retorno da CPMF em votação. “Todo mundo sabe a posição do presidente da Câmara, ele é contra (a CPMF), colocou isso nitidamente ali, mas disse que não vai atrapalhar o pleito e falou da dificuldade de ser votada esta matéria”, explicou o governador.

Pezão voltou a dizer que a proposta de negociar com o Congresso uma alíquota de 0,38%, para permitir que a arrecadação seja compartilhada com Estados e municípios, não é defendida apenas pelos governadores da base aliada. “Tem diversos governadores da oposição que se manifestaram favoravelmente”, falou. Ao ser perguntado por nomes, citou apenas o colega de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

“Acho que, dificilmente, algum governador não precise desses recursos, tanto para Previdência como para saúde”, disse. “E se eles não precisarem, os municípios hoje precisam muito. Aqui o que estamos propondo é uma divisão desse aumento e colocando os municípios como beneficiários.”

Ele defendeu que todos assumam uma parcela da responsabilidade. “A gente sabe que é um sacrifício para todos. Eu no governo do Estado voltei ao custeio de 2012, vou fazer mais ajustes ainda, mas a gente precisa ter uma fonte de financiamento principalmente para garantir a Previdência Pública”, disse, acrescentando que ficariam 0,9 PP da CPMF para Estados e 0,9 PP para municípios.