O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse nesta terça-feira, 05, estimar que de 30% a 40% dos investimentos estimados no Estado até 2016 podem ser afetados pela crise financeira por que passa a Petrobras – estatal investigada por corrupção na Lava Jato. Em palestra a empresários, promovida pela revista Exame, Pezão apresentou um plano que mostrava investimentos da ordem de R$ 110 bilhões no Rio de Janeiro até 2016. A jornalistas, após o evento, disse ter pedido a sua equipe o cálculo de quanto a situação da Petrobras pode afetar essa perspectiva de investimentos no Estado.

“Ainda não tenho esse número fechado, mas acredito que em torno disso (30% a 40%). Tenho visto algumas empresas passando (investimentos) para 2017, outras para 2018 e algumas esperando a Petrobras retomar a obra do Comperj, que é o grande alavancador dessas obras todas, e a produção do pré-sal”, disse Pezão. O governador disse que foi mal interpretado recentemente, quando foi veiculado na imprensa que ele espera a retomada das obras do complexo petroquímico em até 30 dias.

Pezão disse ter um desejo de que a obra seja retomada assim que possível e que sua expectativa é que o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, fale sobre a retomada das obras quando anunciar o plano de investimentos da estatal em 20 de maio.

O governador também falou sobre a situação do débito do Estado com fornecedores. Ele afirmou que, como prometido, o governo apresentou um plano de quitação da dívida do ano passado – hoje um passivo da ordem de R$ 1 bilhão. Ele afirmou que a dívida será paga até o fim do ano e disse ainda estar otimista pois o Rio de Janeiro tem uma perspectiva positiva de crescimento nas receitas.

Dilma

Na apresentação a empresários, Pezão elogiou o senador tucano José Serra e disse que, se fosse por concurso público, ele seria presidente da República. Questionado por jornalistas, o governador disse que Dilma Rousseff também passaria num concurso para Presidência.

“Ela passa também, é estudiosa, uma pessoa muito culta. Todos os dois (Serra e Dilma) são grandes amigos meus, me relaciono muito bem, tenho um carinho imenso. É uma pena, acho apenas, que o País não tenha experimentado Serra como presidente, ele e o governador Mário Covas.”