O jornalista Amaury Ribeiro Júnior foi indiciado hoje pela Polícia Federal (PF) por quatro crimes: violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e por dar ou oferecer dinheiro ou vantagem à testemunha. Ele prestou depoimento hoje na superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília ao delegado Hugo Uruguai, que comanda investigação sobre a violação do sigilo fiscal de dirigentes do PSDB e de pessoas ligadas aos tucanos, entre eles, Verônica Serra, filha do candidato à Presidência da República, José Serra.

O jornalista é suspeito de ter encomendado e pago a terceiros pela violação dos sigilos em computadores da Receita Federal. Amaury Júnior ratificou as informações já dadas por ele à corporação, mas silenciou diante das novas perguntas feitas hoje pelo delegado.

Existem algumas dúvidas a serem esclarecidas sobre as primeiras informações prestadas pelo jornalista como, por exemplo, a fonte dos R$ 12 mil que ele teria pago ao despachante Dirceu Garcia, de São Paulo, em outubro de 2009 para a obtenção ilegal dos dados, e de R$ 5 mil que foram pagos depois como “cala-boca” para o despachante.

Em nota, Amaury Júnior havia negado as acusações e afirmou que “jamais pagaria pela obtenção de dados fiscais sigilosos de qualquer cidadão”.