A Procuradoria-Geral do Estado está concluindo a ação que deve ingressar no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (Porto Alegre), nos próximos dias reclamando a restituição, em valores atualizados, de créditos tributários avaliados em R$ 2,2 bilhões referentes à venda do Banestado ao Banco Itaú. A PGE vai alegar que os créditos foram dados ao Itaú sem que o Estado se beneficiasse dos recursos.

Antes de ingressar com a ação na Justiça, o procurador do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, foi esta semana a Brasília, tentar uma solução amigável para o problema junto ao Ministério da Fazenda, que ficou de estudar o assunto.

A ação deverá ser impetrada contra o Banco Itaú ou contra o Banco Central. O Itaú, segundo o Palácio Iguaçu, já sacou R$ 1,742 bilhão desses créditos, ou seja R$ 142 milhões a mais do que pagou pelo Banestado. O Ministério Público também elaborou há cerca de 20 dias uma ação contra o Banco Central para obter o retorno do dinheiro.