O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), sinalizou nesta quarta-feira, 17, que a votação do projeto que revê a política de desoneração da folha de pagamentos deve ser adiada mais uma vez e declarou que “dificilmente” a matéria será analisada hoje.

“Eu acho que dificilmente votará hoje. Ainda não se iniciou a votação da reforma política e há uma medida provisória a ser votada antes do projeto. Não acredito em uma votação hoje. Me parece um calendário muito apertado”, disse o peemedebista, logo após comandar uma reunião de bancada na qual ficou claro que há pouca disposição entre os deputados de concluir agora, como quer o ministro da Fazenda Joaquim Levy, a análise da proposta, considerada vital para o ajuste fiscal.

Um novo adiamento do projeto coloca o governo da presidente Dilma Rousseff em situação difícil. Isso porque a presidente quer “virar a página” das medidas do ajuste fiscal e se concentrar em uma agenda de investimentos que possibilite a recuperação de sua popularidade. Além do mais, o Planalto corre contra o tempo, uma vez que as novas alíquotas ainda precisam respeitar uma noventena obrigatória para que novas legislações tributárias ganhem eficácia.

A meta do governo é ter o texto sancionado em 30 de junho, prazo hoje considerado de cumprimento complicado por Picciani. “Eu acho algo muito difícil, um calendário muito apertado. É preciso levar em consideração que é necessário ainda tramitar no Senado Federal (…) e havendo qualquer alteração, ele ainda retorna à Câmara. Eu acho uma expectativa bastante otimista”, concluiu.