Está oficializada a disputa para o comando do PMDB de Curitiba. Ontem, os dois grupos rivais inscreveram suas chapas para eleger os 45 integrantes do novo diretório na convenção do próximo dia 26, que indicará a nova executiva municipal do partido. O diretório e a executiva escolherão a chapa de candidatos a vereador e o candidato do partido na eleição para prefeito no próximo ano.

O grupo que defende a candidatura própria do partido apresentou, oficialmente, a chapa “Governador Roberto Requião – Candidatura Própria”, que tem como candidato a presidente o diretor-geral do Detran, Marcelo Almeida. A chapa que prega a aliança com o PT – “Requião Unidade da Oposição” – deverá ser encabeçada pelo atual presidente do partido, Doático Santos.

A chapa do grupo pró-candidatura própria tem entre seus 45 membros o presidente da Copel, Paulo Pimentel, o presidente do diretório estadual e pré-candidato à prefeitura de Curitiba, Gustavo Fruet, os vereadores Paulo Salamuni, Celso Torquato, Luiz Felipe Braga Cortes. Também estão indicados para o diretório quatro secretários de estado, Reinhold Stephanes (Administração), Eleonora Fruet (Planejamento), Vera Mussi (Cultura) e Heron Arzua (Fazenda), Milton Buabssi (Relação com a Comunidade).

Na Chapa pró-aliança com o PT, estão os secretários Maurício Requião (Educação), Luiz Claudio Romanelli (Habitação), Airton Pisseti (Comunicação), Claudio Xavier (Saúde), Nizan Pereira (Assuntos Estratégicos) e Aldair Rizzi (Ciência e Tecnologia).

Colégio Eleitoral

Almeida e Salamuni denunciaram novamente que o presidente do diretório municipal, Doático Santos, está sonegando a lista de filiados pertencente ao partido. Na relação fornecida pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral), não há endereço ou telefone dos filiados. Na cadastro do partido, os dados são indicados, o que possibilitaria pedir votos diretamente aos filiados, alegou Salamuni. “A lista é de propriedade do partido e não do senhor Doático Santos”, disse.

O grupo também está contestando a validade do colégio eleitoral apto a votar na convenção do próximo dia 26. Salamuni e Almeida defendem que todos os filiados do partido têm direito a voto e não apenas aqueles que renovaram a filiação no processo de recadastramento, realizado no início do ano. Os recadastrados não passam de 4 mil, enquanto que o número original de filiados deve ficar em torno de 27,5 mil, estima Buabssi.

O argumento para considerar o voto de todos os filiados é que o recadastramento não estaria previsto no estatuto do partido. De acordo com Buabssi, existem apenas três formas de desligamento de um partido, por morte, expulsão ou desistência voluntária. Para o grupo, não é válido a desfiliação apenas porque o integrante do partido não comparecer para se recadastrar.

O atual presidente do diretório reafirmou que aqueles que não participaram do recadastramento serão comunicados de que estão desfiliados e não têm direito a voto se comparecerem à convenção. “Duvido que apareçam mais de três pessoas. O que aconteceu é que desconectamos um arquivo morto e nunca cultivaram nenhum vínculo com o partido. Foram convocados por editais públicos e não responderam. Não temos nenhum reclamação de alguém que tenha sido desligado”.