O vice-presidente da República, Michel Temer, disse na noite de ontem que seu partido, o PMDB, vai se empenhar para aprovar amanhã, na Câmara, o projeto do governo de um salário mínimo de R$ 545. Após participar de aula inaugural de uma faculdade privada de direito, ele relatou que o líder do partido Henrique Eduardo Alves (RN) lhe disse que a bancada peemedebista está unida. “A informação que tenho do líder é que (o partido) vai dar o maior número possível de votos para aprovar a tese do governo.”

Em rápida entrevista, Temer afirmou que se empenhou pessoalmente para diminuir resistências na bancada ao projeto do governo. “Tenho dito que não há condições de um salário mínimo maior”, disse. “A cada um real de aumento, a Previdência gastará R$ 283 milhões a mais com benefícios”, completou. “No início do próximo ano, podemos ter um salário maior, de R$ 613.”

Temer disse que, depois da votação do mínimo, o governo pretende fazer a correção da tabela do Imposto de Renda, de 4,5%. “Logo após a aprovação do salário mínimo, o governo vai mandar imediatamente a proposta da correção da tabela”, afirmou.