O presidente estadual do PMDB, deputado Waldyr Pugliesi, apresentou ao vice-governador Orlando Pessuti uma lista com 120 nomes de possíveis pré-candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.

A formação da chapa foi discutida durante reunião, anteontem, entre a bancada estadual e o vice-governador que busca apoio interno para levar adiante sua candidatura ao governo do Estado no próximo ano.

Até setembro deste ano, quando vence o prazo estabelecido pela legislação eleitoral para mudanças de partido para aqueles que pretendem disputar as eleições, o PMDB espera ter montado uma chapa proporcional completa. Uma comissão formada pelos deputados Ademir Bier, Artagão Júnior e Cleiton Kielse está encarregada da tarefa.

A formação da chapa é considerada ponto importante da construção da candidatura de Pessuti. Mas também é a chave para a sobrevivência eleitoral dos atuais deputados, caso o PMDB se veja novamente na perspectiva de ir para a disputa sem alianças com partidos que possam catapultar a votação das candidaturas proporcionais.

A possibilidade de repetição da chamada “chapa pura”, como ocorreu em 2002 e 2006, não é bem vista por parte dos deputados. Uma parte do grupo avalia que se a candidatura de Pessuti não crescer até o início do ano, o PMDB deve pensar em uma aliança de apoio a um candidato de outro partido. O PSDB lidera as preferências na bancada, seja com a candidatura ao governo do senador Álvaro Dias ou do prefeito de Curitiba, Beto Richa.

Equívoco

Um dos partidários da candidatura tucana, o deputado Mauro Moraes foi o pivô de mais um conflito com a bancada ao reclamar, publicamente, que não foi chamado para a reunião que discutiu candidatos a deputado em 2010.

Moraes, que está buscando na justiça eleitoral uma forma de deixar o PMDB sem perder o mandato, distribuiu nota afirmando que havia sido discriminado ao ser excluído da conversa. Na Justiça, Moraes diz que está sendo perseguido pela direção do partido por discordar de algumas posições da bancada em votações.

Foi desmentido por Pugliesi, que apresentou a lista dos deputados do partido com o número do gabinete e a assinatura do funcionário que recebeu o convite para a reunião. No gabinete de Moraes, a funcionária Tábata assinou a convocação. Mais tarde, em plenário, Moraes reconheceu que houve um problema de comunicação com a recepcionista.