Após permitir que outros jornalistas acompanhassem a entrevista ‘exclusiva’ do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será nessa sexta-feira (26), a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba voltou atrás e afirmou que irá cumprir a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, em permitir apenas os profissionais autores da ação judicial a participarem do encontro.

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Como o pedido foi feito pelos jornalistas Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, e Florestan Fernandes, do El País, apenas eles poderão participar da entrevista, marcada para 10h de sexta. Dessa forma, não serão permitidos outros profissionais ou meios de comunicação, ao contrário do que havia decidido o superintendente regional da PF do Paraná, Luciano Flores de Lima.

A PF chegou a abrir credenciamento para que outros veículos e jornalistas pudessem assistir à conversa, já que a sala não comporta um grande número de pessoas.

Protesto

Em nota, a assessoria de Lula protestou publicamente contra a decisão de quebrar a exclusividade dos jornais citados sem a anuência do entrevistado. De acordo com o texto, a PF “determinou a constituição de uma plateia para jornalistas convidados por ela própria para assistir a entrevista sem direito a fazer perguntas”. No entendimento deles, isso viola a decisão do STF, já que não levam em conta a anuência do entrevistado.

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