A liderança do PPS na Câmara dos Deputados informou nesta segunda-feira, 28, que encaminhará nesta terça-feira, 29, representação à Corregedoria em que pede apuração de possível envolvimento do deputado Rodrigo Bethlem (PMDB-RJ) em caso de corrupção. Segundo reportagem das revistas Época e Veja, em gravações feitas pela ex-mulher de Bethlem, Vanessa Felippe, o deputado admite ter recebido ilegalmente comissões de R$ 85 mil mensais de uma ONG que tinha contrato com a prefeitura.

Bethlem foi secretário municipal de Assistência Social e um dos colaboradores mais próximos do prefeito Eduardo Paes (PMDB). As imagens mostram também Vanessa recebendo pagamento da pensão em dinheiro vivo. Em outro trecho, o deputado diz ter uma conta na Suíça, o que não consta de sua declaração de bens.

Depois que a Mesa Diretora da Câmara enviar a representação à Corregedoria, Bethlem será notificado e terá cinco dias para apresentar sua defesa. O corregedor, Átila Lins (PSD-AM), inicia então uma investigação e encaminha um parecer à Mesa Diretora. Se a Corregedoria entender que há indícios de quebra de decoro parlamentar, o deputado é submetido a processo no Conselho de Ética. “Esta Casa Legislativa precisa, imediatamente, apurar, e com rigor, a denúncia revelada pela imprensa e que contém farto material com vídeo e áudio apontando a suposta participação de um deputado federal no esquema de recebimento de propina”, afirmou o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), em nota divulgada pelo PPS.

O jornal “O Estado de S. Paulo” não conseguiu contato com a assessoria de Bethlem nesta segunda-feira, 28. Em seu site e nas redes sociais, o deputado afirmou que as acusações “são infundadas”.