O PR, que controla o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil e possui indicações em bancos públicos, anunciou nesta quinta-feira, 3, que vai acionar o Conselho de Ética da legenda para analisar o caso dos deputados que votaram contra a orientação do partido e a favor da denúncia em que o presidente Michel Temer era acusado de corrupção passiva.

O PR fechou questão em apoio do presidente, mas nove dos 40 votos foram favoráveis à investigação. O partido vai analisar, na próxima semana, caso a caso, o comportamento dos parlamentares nas votações anteriores, para definir se cada um sofrerá punição, segundo o líder José Rocha (PR-BA). “Temos que ver que é rebelde mesmo”, disse.

As sanções variam de uma advertência à expulsão, passando por suspensão temporária das atividades partidárias. Segundo Rocha, há casos de parlamentares que não tiveram emendas liberadas, como ele próprio, e outros que votaram contra Temer por questões estaduais, como a base eleitoral que rejeita o peemedebista.

Podemos

Um dos punidos imediatamente após a denúncia de Temer ter sido rejeitada no Congresso foi o deputado Alexandre Baldy (Pode-GO). Ele perdeu o cargo de líder da legenda por causa da proximidade com o Palácio do Planalto, segundo a presidente da legenda, deputada Renata Abreu (Pode-SP). Ela diz que o partido deve seguir independente do Planalto. Baldy votou contra a denúncia de Temer e será substituído por Ricardo Teobaldo (Pode-PE), que votou da mesma maneira.