O novo prefeito de Maringá (PR), Carlos Roberto Pupin (PP), tomou posse hoje sob o risco de perder seu mandato. Pupin ainda enfrenta uma batalha junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode culminar com o indeferimento de sua candidatura.

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), julgou inelegível o então candidato por entender que ele buscava o terceiro mandato como prefeito. Ele havia assumido a prefeitura por duas vezes quando era vice-prefeito (gestões 2005-2008 e 2009-2012).

Mas uma decisão monocrática do ministro Marco Aurélio Mello anulou o posicionamento do TRE-PR. No entanto, um recurso interposto pela coligação de seu adversário petista na disputa pela prefeitura levou o caso ao plenário do TSE. O julgamento deverá ocorrer após o recesso, em meados de fevereiro.

O novo prefeito disse estar seguro de que não perderá seu mandato. “A jurisprudência é a nosso favor e estamos muito tranquilos quanto a isto. Para mim é caso encerrado”, disse.

Pupin tomou posse sob o aplauso de pelo menos 800 pessoas que acompanharam a cerimônia, que também empossou o vice-prefeito e 15 vereadores.

Em seu primeiro discurso, enfatizou que sua gestão será “produtiva, objetiva e geradora de bem estar, transformando desejos em algo concreto”.

Com um orçamento previsto em torno de R$ 870 milhões em 2013, o novo prefeito terá que destinar os recursos para, por exemplo, eliminar a fila de espera por consultas especializadas, que hoje tem cerca de 25 mil pessoas.
Pupin disse que a primeira atitude como prefeito será terminar de nomear seus secretários e diretores. “Tenho que ter as pessoas certas ao meu lado, pois as demandas são grandes e nós temos muitos compromissos assumidos”.

O novo prefeito, aliado de Silvio Magalhães Barros 2 (PP), que lhe passou o cargo, vai trabalhar pela continuidade dos projetos e obras de um governo de oito anos de seu correligionário. Entre elas está a transposição da UEM (Universidade Estadual de Maringá) e a construção de um Terminal Intermodal de Passageiros, projeto inscrito no PAC Mobilidade Médias Cidades, do governo federal.

Segundo Pupin, as obras justificam a criação de dois escritórios de representatividade da prefeitura, um em Curitiba e outro em Brasília. O objetivo, diz é buscar recursos e verbas para as obras da cidade.

“Nós perdemos muito tempo na busca de recursos, então a intenção é desburocratizar ao máximo e fazer com que as coisas andem o mais rápido possível. Os escritórios terão esta função”, afirmou.