Foto: João de Noronha

Beto: precipitação.

Já refeitos da disputa pelo governo do Estado, no ano passado, os protagonistas de 2006 começam a fazer o levantamento das suas chances na eleição para a prefeitura de Curitiba no próximo ano. Os nomes estão despontando nas siglas que se enfrentaram no ano passado.  

No PMDB e no aliado PT, a lista já tem mais de meia dúzia de nomes. Na oposição, o PSDB puxa a discussão com o PDT e PFL para uma bifurcação: Beto Richa é candidato à reeleição ou o deputado federal Gustavo Fruet entra na disputa.

Para o atual prefeito, os adversários estão tentando precipitar o debate eleitoral. ?Mas eu não vou entrar neste jogo e fazer o que eles querem. Não vou desviar minhas atenções e energia por causa de uma manobra. A população não está nem aí com isso e a minha resposta é o trabalho?, disse Beto.

Na tentativa de manter afastados os concorrentes, o prefeito Beto Richa deixa em suspenso a sua candidatura à reeleição. Ele diz que acha prematuro o debate, justificando que ainda está na metade do mandato. ?Fui eleito para quatro anos. Lá em 2008, conforme estiver a administração, avaliando se consegui realizar o que pretendi, se mantiver meu alto índice de aprovação, analiso se concorro?, afirmou.

Gustavo disse que Beto é o candidato ?natural? e que sua preocupação mais imediata é com a eleição para a direção estadual do partido, em setembro. ?Nós precisamos dar uma mexida no diretório?, comentou.

Ofensiva

Escaldados pela derrota de 2004, PT e PMDB não tocam mais no tema candidatura única. Mas planejam atuar de forma coordenada para combater a candidatura tucana. No próximo mês, o PMDB reúne novamente seus ?prefeituráveis?, em Curitiba para que cada um mostre o cacife que tem para ser o ungido com uma candidatura à prefeitura. Estão convidados o reitor da Universidade Federal do Paraná, Carlos Moreira, o presidente da Cohapar, Rafael Greca, os deputados estaduais Mauro Moraes, Luiz Claudio Romanelli, Stephanes Junior, o deputado federal Rodrigo Rocha Loures, o secretário Nizan Pereira, o arquiteto Luiz Forte Netto, e o futuro secretário de Obras, Marcelo Almeida.

A meta é fazer uma pré-seleção dos favoritos até o final deste primeiro semestre, quando o partido realiza o seu primeiro encontro municipal. A avaliação do diretório é que nenhum dos nomes está pronto e que todos, sem exceção, precisam de tempo para construir a candidatura.

No PT, o presidente municipal do partido, Adenival Gomes, disse que o nome que está ?na boca do povo? é o de Gleisi Hoffmann, que alçou o segundo lugar na disputa para o Senado. Mas ele cita que há outras opções: os deputados Dr. Rosinha, Tadeu Veneri e o vereador André Passos.

No próximo dia 3 de março, o partido fará o primeiro seminário para tratar do assunto. Mas o debate começa pelo projeto do partido para a cidade. Primeiro, vamos ver o que já temos de discussão acumulada sobre as nossas propostas?, disse o presidente do partido, em Curitiba.