O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai tentar um acordo com os líderes partidários nesta terça-feira (3) para votar alguns pontos da reforma política, depois da derrota na semana passada do item considerado fundamental no projeto, que estabelecia o sistema de votação em lista preordenada pelos partidos. Diante da dificuldade de obter consensos em alterações mais profundas no sistema eleitoral, Chinaglia vai sugerir aos líderes que sejam votados pontos menos polêmicos, como regras de fidelidade partidária e o fim das coligações nas eleições proporcionais.

Os defensores do financiamento público de campanha ainda não desistiram da proposta e vão tentar criar um modelo e articular apoios nas próximas semanas. O financiamento público era o segundo ponto do projeto de reforma política que seria analisado na seqüência de votações, mas as resistências são evidentes. Uma das propostas em discussão agora é fixar o financiamento público exclusivo para cargos majoritários – presidente da República, governadores, prefeitos e senadores.

O PT vai insistir na tentativa de fazer com que campanhas eleitorais sejam financiadas exclusivamente com recursos públicos. Em reunião da Executiva Nacional, em São Paulo, o partido fechou questão em torno do assunto. ?Acreditamos que é melhor para a democracia?, afirmou o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), que liderou o encontro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo