Presos nesta terça-feira (11) em decorrência da operação Rádio Patrulha, do Grupo de Atuação em Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o ex-governador Beto Richa (PSDB) e a esposa dele, Fernanda Richa, passaram a noite no Regimento da Polícia Montada, da Polícia Militar, no bairro Tarumã, em Curitiba. Eles foram transferidos ainda durante a noite, depois de uma rápida passagem pelo Complexo Médico Penal, em Pinhais, onde ficaram os outros 10 presos da operação na capital, inclusive o irmão de Richa, Pepe Richa.

Nem PM nem a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) passam qualquer informação sobre as condições da prisão do casal, mas é certo que eles estão em locais separados e em salas, e não em celas. Fernanda é advogada e, portanto, tem direito a sala de Estado-Maior.

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Algumas possibilidades

De acordo com informações repassadas por uma fonte que conhece a estrutura interna do regimento, há dois possíveis locais onde o ex-governador e a esposa podem ter passado a noite. Um deles fica no chamado “corpo da guarda”, que é o primeiro barracão do regimento. O outro, o mais provável, é um conjunto de dormitórios que fica próximo às baias. “Eu imagino que seja nesse [próximo às baias] porque no outro há mais movimento de policiais e imagino que não seria conveniente para a Fernanda”, disse a fonte.

Segundo ele, as salas do local não são salas específicas para detenção, mas para uso de majores e coroneis em plantão. Cada sala tem uma cama, televisão e o banheiro é privativo. Do lado de fora, há um corredor onde se pode caminhar. “É um lugar pequeno, até confortável, mas extremamente digno”, acrescenta.

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