“O governo tem mais o que fazer do que se preocupar com o delírio deste desfrutável”. Esta foi a resposta da assessoria do Palácio Iguaçu ao empresário Guilhobel Aurélio Camargo, que protocolou ontem na Assembléia Legislativa pedido de impeachment do governador Roberto Requião (PMDB). Camargo alega que, como governador do Estado, Requião não poderia acumular a Secretaria de Segurança Pública.

O empresário cita o Artigo 28, parágrafo 1.º da Constituição Federal de 1988, segundo o qual “perderá o mandato o governador que assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta, ressalvada a posse, em virtude de concurso público (…)”. O empresário é autor de várias ações judiciais contra o governo. A assessoria do governador informou que Requião comandou de maneira informal a área de segurança nos primeiros meses de governo. A área foi tocada pelo delegado-geral da Polícia Civil e pelo comandante da Polícia Militar. Em maio, o governador nomeou Luiz Fernando Delazari para o cargo.

O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão (PSDB), disse que não recebeu oficialmente o pedido. Brandão afirmou que vai encaminhar para análise da Procuradoria da Casa antes de decidir se recebe ou não o documento.