Convocada pela Central Única dos Trabalhadores na Bahia (CUT-BA), uma passeata de integrantes de sindicatos e trabalhadores de diversas áreas reuniu cerca de 2 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, na tarde desta sexta-feira, 29, em Salvador.

A manifestação, que cumpriu o trajeto entre a Avenida Antônio Carlos Magalhães e a sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), passando pela Avenida Tancredo Neves, no centro financeiro de Salvador, foi acompanhada à distância por equipes da PM. A passeata, iniciada por volta das 15 horas, foi concluída às 16h30, sem registros de vandalismo ou de confrontos. Apesar da movimentação, o trânsito de veículos não chegou a ser interrompido na região.

Segundo a direção da CUT-BA, participaram da mobilização representantes de professores, bancários, trabalhadores da indústria petroquímica, da construção civil e dos Correios. Eles protestam contra as medidas de austeridade fiscal propostas pelo governo e contra o projeto de lei que prevê a terceirização de mão-de-obra para as atividades-fim das empresas, que tramita no Senado. “Este é apenas o primeiro movimento, que pode evoluir para uma greve geral”, diz o presidente da central sindical baiana, Cedro Silva. “Vamos continuar as mobilizações enquanto eles insistirem na aprovação desses projetos.”

Na Bahia, manifestantes bloquearam, durante a manhã, trechos das principais rodovias do Estado, a BR-324 (que liga Salvador a Feira de Santana), a BR-101, na altura de Feira de Santana, e a BA-525, conhecida como Via Parafuso, principal ligação entre a capital e o Pólo Industrial de Camaçari, na região metropolitana de Salvador.

Além disso, o sistema de trens que liga o Subúrbio Ferroviário à Cidade Baixa da capital não funcionou durante o dia, assim como a maioria das escolas das redes estadual e municipal de ensino. As agências bancárias das principais cidades baianas foram abertas com uma hora de atraso.