O diretório estadual do PSB protocolou na tarde de ontem, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, pedido de cassação do mandato do deputado estadual Mário Roque (PMDB) por infidelidade partidária. Roque tomou posse há uma semana na Assembleia Legislativa, na vaga deixada por Fernando Carli Filho (PSB), que renunciou após o acidente que deixou dois mortos.

Diplomado primeiro suplente do PSB após as eleições de 2006, Roque trocou o partido pelo PMDB, em 2007. Assim o PSB entende que, pela Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou que o mandato pertence ao partido e não ao parlamentar, a cadeira na AL pertença a seu segundo suplente, Wilson Quinteiro. Este, inclusive, ingressou com um pedido de antecipação de tutela para que o TRE substitua Roque antes de julgar o mérito.

A dúvida quanto a quem teria direito à vaga deixada por Carli Filho fez com que a Assembleia, inclusive, adiasse por uma semana a posse do novo deputado. Após parecer da Procuradoria-Geral da Casa que entendeu que vale a diplomação das eleições de 2006 e que o mandato de Roque teria de ser requerido pelo partido na Justiça Eleitoral, o presidente da Assembleia, Nelson Justus, deu posse ao peemedebista, ex-prefeito de Paranaguá.

O PSB, assim, seguiu o caminho natural, recorrendo, ontem, ao TRE. De acordo com a resolução sobre fidelidade partidária do TSE, os tribunais regionais têm 60 dias para julgar esses casos, ouvindo todos os envolvidos e dando direito a ampla defesa do deputado.

Para manter-se no cargo, Mário Roque terá de provar justa causa para a desfiliação do PSB. Roque alega que foi expulso do PSB por ter assumido cargo no governo estadual.